Neste mês o Brasil completou vinte anos de eleições presidenciais diretas após o regime militar. Afinal, o que mudou no cenário político nestes anos?
15 de dezembro de 1989. Esta é a data que marcou o processo de redemocratização do Brasil. Vinte e nove anos depois da última eleição presidencial (realizada em 1960-Jânio Quadros foi o vencedor) o país tinha a chance de escolher o próximo representante. O cenário do final da conhecida “década perdida” era de euforia: as manifestações culturais voltavam a ganhar destaque, os meios de comunicação cresciam cada vez mais e a queda do muro de Berlim tentava apagar os últimos vestígios da Guerra Fria.
Vinte anos depois...
15 de dezembro de 2009. O cenário político mudou: a euforia diminuiu e o número de candidatos competindo nas eleições também reduziu. O interesse pela política foi desaparecendo à medida que esta se tornava cada vez mais monótona, cansativa e desestimulante. A população não se interessa mais pela política, é raro algum eleitor conhecer os projetos de lei elaborados pelo candidato que ele elegeu.
E no ano que vem...
Outubro de 2010. O Brasil se prepara para a primeira eleição presidencial sem a presença do Lula. Como será?! Ninguém sabe! A questão é que há vinte anos o Lula está presente em todas as disputas presidências. Desde a redemocratização do voto, o petista bate o ponto nas disputas presidenciais.
A história do Lula dava um filme. E foi o que aconteceu. Acontece amanhã em Brasília a pré-estreia do filme “Lula, o filho do Brasil” de Fábio Barreto.
Por Mariana de Ávila


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